"Homilia do Pe J Raimundo na Instalação da Paróquia"

 

Ilmo. e Revmo. Sr. Pe. Christian Shankar de Oliveira Lima, DD. Vigário Forâneo e representante do Exmo. e Revmo. Sr. Bispo Diocesano Dom José Belvino do Nascimento;
Ilmo.s Sr.s Membros dos Conselhos Pastoral e Administrativo da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo; Revmo. Sr. Pe. Francisco Cota de Oliveira, DD. Pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo; Ilmo. e Revmo. Sr. Monsenhor Michel Bitar, DD. Pároco da Paróquia Maronita de Nossa Senhora do Líbano em Belo Horizonte; Ilmo.s Sr.s Membros do Conselho Pastoral da Capela de Nossa Senhora do Líbano, de Carmo do Cajuru; Ilmo.s Sr.s Membros do Conselho Pastoral da Capela de São Francisco; Ilmo.s Sr.s Membros dos Conselhos das Comunidades Rurais de Ribeiros, Estivas, Monte Santo, Serrinha, Olhos d’Água de Sto. Antônio, Barreiros, Olarias, Sto. Antônio da Serra e ...;
Ilmo.s Sr.s Catequistas, Ministros da Palavra e da Eucaristia, do Batismo e do Matrimônio, Dirigentes de Culto e demais Agentes de Pastoral;
Ilma.s Diretorias e Sr.s Membros das Associações, Irmandades e Movimentos Religiosos;

 

Ilmo.s Srs. Membros da Comissão Construtora desta Igreja de Nossa Sra. do Líbano;
Ilma.s Autoridades Civis: Sr. Prefeito e Vice-Prefeito do Município, Sr.s Secretários Municipais, Sr.s Vereadores; Autoridades do Judiciário e da Segurança Pública; Sr.s Diretores das Escolas;

Distintos Senhores e Senhoras, Irmãos e Irmãs no Senhor

A Paróquia de N. Sra. do Carmo, de Carmo do Cajuru, sem dúvida que é uma das mais veneráveis da Diocese de Divinópolis. Criada ainda na época do Império do Brasil e da Arquidiocese de Mariana, ela passou para a Diocese, depois Arquidiocese de Belo Horizonte, e mais tarde, veio integrar a Diocese de Divinópolis. Até agora, ela abrangia o inteiro Município de Carmo do Cajuru. Hoje, encerra-se este ciclo e abre-se uma nova etapa, na história das instituições que congregam a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo nesta boa terra cajuruense, que as generosas águas do Rio Pará e do Ribeirão do Empanturrado banham e fecundam. Como chegamos a este momento que agora aqui nos reúne, nesta noite?

Os fatos mais recentes, que nos trazem hoje, até aqui, podem começar pelo que noticiava a edição no. 10, do jornal Sol Nascente, de maio de 1995, pág. 3, onde se lê: “O Bairro Nossa Sra. do Carmo tem crescido muito. Já tem escola, quadra esportiva e agora deseja ter sua igreja. (...) Até agora, as missas erram celebradas no salão comunitário (...) No início deste ano, a Prefeitura precisou do salão para lá colocar salas de aula. (...) Isso fez renascer o entusiasmo dos moradores, no sentido de construir a igreja do Bairro. Uma reunião realizou-se na casa do jovem Sérgio José Rabelo de Oliveira, dia 28/04. (...)”
     Organizou-se o novo Conselho Pastoral do Bairro. Para atender à necessidade urgente, levantou-se em breve tempo a Capela, dedicada a São Francisco, titular escolhido ainda no período em que aqui estava o saudoso Pe. Moacir Cândido Rodrigues. Pensando que este lado da cidade estava atendido, por muito tempo, em termos de espaço físico para atividades religiosas, voltamos as atenções para o extremo oposto, o Bairro Jardim Alvorada.

Assim pensávamos. Mas eis que, inesperadamente, surgiram, frutos de um crescimento rápido de Carmo do Cajuru, os Bairros Cidade Nova, Cidade Jardim e Vitória. A Sra. Neusa Lopes fez à Paróquia a doação de um lote de 400 metros aproximadamente, pois se mostrava indispensável a edificação de um novo local de culto. A necessidade de atender ao povo de Deus que aqui chegava chamou de novo para esta direção as nossas atenções. Já então cá estava o jovem Francisco Cota de Oliveira, como diácono e depois como vigário paroquial.

Se era necessário edificar um novo templo, devíamos escolher-lhe um padroeiro, conforme o costume da Igreja. Pusemo-nos a refletir sobre que titular iríamos apresentar para a nova igreja a ser edificada. A Senhora do Carmo, Sra. Aparecida e do Rosário, São Luís Gonzaga, São Benedito, São Francisco, São Lázaro, São Geraldo (no Cajuru Velho), São José (em Salgados) e tantos outros santos já estavam contemplados. Pensamos no Beato Frederico Ozanan, mas concluímos que seu nome devia ficar para a capela a construir-se na Vila Vicentina.
       Lembramo-nos então de quando éramos ainda um sacerdote iniciante e passamos pela experiência de fundar e organizar a Paróquia de São José Operário, em Divinópolis. Ao dividir o seu território urbano em núcleos de evangelização, demos a eles, como titulares, os nomes de cada um dos Apóstolos e, depois destes, dos Santos Padres e Doutores da Igreja, Sto. Irineu, Sto. Atanásio, São Tomás de Aquino, Sta. Catarina de Sena, etc. Pudemos constatar que isto motivava os paroquianos ao estudo e conhecimento de dois elementos importantes para a vida cristã: de uma doutrina sólida (1a. Cor. 3,2) e da história eclesiástica, ao invés de se apegarem a devocionismos e até a superstições, que certos títulos sugerem.
       Veio-nos então a idéia de procurar algum título que instigasse ao conhecimento da história da Igreja e tivesse também, de algum modo, relação com a história cajuruense. Lembranças remotas da nossa infância trouxeram-nos as figuras de Naim e Nagib Mileib, de Dona Luiza e Nagib Chalita, antigos comerciantes na Rua Tiradentes, de nosso avô Moisés, de Amim e Alfredo Mattar, de Dona Salma Mansur (e sua hospedaria na Praça da Estação), entre outros. Propusemos então, como está registrado em ata, ao Conselho Paroquial, a escolha entre os títulos de São Maron ou de Nossa Sra. do Líbano, ou outro que eles mesmos quisessem, sendo que os conselheiros preferiram o segundo. 
       Quando Deus quer, Ele faz as coisas caminharem. O Sr. Prefeito Roberto Fonseca ofereceu o arquiteto Luís Antônio, para fazer o projeto inicial; e sugeriu e executou o reposicionamento e redimensionamento do terreno, dando-lhe maior destaque e evidência. Padre Francisco Cota, que ia suceder-nos na Paróquia, recusou o primeiro projeto, bastante modesto, substituído então pelo atual, em execução. No início das obras, o Prefeito Edson Vilela esteve presente com  a colaboração da Municipalidade. O empenho e as contribuições, pequenas ou maiores, de inúmeras pessoas, têm sido valiosas.
       Quando procuramos Pe. Bitar, em Belo Horizonte, e o pusemos ao corrente dos planos, ele nos deu, desde o primeiro momento, apoio entusiasmado, que se tem manifestado na sua presença amável em Carmo do Cajuru e nas visitas honrosas de Dom Joseph Mahfouz, Dom Edgard Madi e dos membros da Comunidade Maronita de Belo Horizonte, bem como na visita edificante do Sr. Embaixador do Líbano no Brasil, Dr. Fuad Khouri, 2a. feira passada. Hoje, graças a esta sucessão de fatos e a outros mais, muitos entre nós conhecem melhor a Igreja, a sua liturgia, a sua doutrina e a sua história; e esperamos aprender mais.

       Mas a Paróquia de Nossa Senhora do Líbano será uma paróquia do rito latino, para todos os católicos. O Brasil é índio e negro, é português, espanhol, árabe, latino-americano. Por isso, é de São Benedito e de Nossa Senhora do Rosário, é de São Luís Gonzaga, é da Imaculada Conceição, padroeira desta Diocese, é de Nossa Senhora do Carmo, Aparecida e do Líbano, é de Nossa Senhora de Guadalupe, mexicana, patrona das Américas.

        A Paróquia Nossa Sra. do Líbano nasce sob a inspiração da 5a. Conferência do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, realizada em Aparecida, em maio de 2007. No seu capítulo 1o., diz o documento conclusivo: “Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas e faze-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria.” (...) A Igreja deve cumprir sua missão seguindo os passos de Jesus e adotando suas atitudes.”
      Queremos convidar a todos os paroquianos desta nova Paróquia para conhecermos o documento de Aparecida e trabalharmos, como discípulos missionários de Cristo, dentro dos seus princípios e inspirações. Sobre a Paróquia diz o cap. 5o.: “Entre as comunidades eclesiais, nas quais vivem e se formam os discípulos de Jesus Cristo, sobressaem as Paróquias. São células vivas da Igreja e o lugar privilegiado no qual a maioria dos fiéis têm uma experiência concreta de Cristo e a comunhão eclesial. São chamadas a ser casas e escolas de comunhão. (...) Os melhores esforços das paróquias, neste início do 3o. milênio, devem estar na convocação e formação de leigos missionários. (...) A renovação da paróquia exige atitudes novas dos párocos e dos sacerdotes que estão a serviço dela.”

       Esta deverá ser, portanto, a nossa prioridade: a construção da Igreja viva de Deus, através da evangelização, da catequese e da ação pastoral em geral. Para isto, contamos com o apoio e participação de todos os paroquianos, das lideranças, das forças vivas e atuantes das comunidades. Neste contexto, com otimismo e esperança, enviamos a todos e a cada um, tanto aqui na cidade, como na Zona Rural, uma saudação calorosa, no Senhor. Temos certeza de que, na medida em que construirmos o edifício espiritual, alicerçado em Cristo, também o templo material, a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Líbano, se tornará uma bela realidade.

     Por fim, nossos agradecimentos. Ao povo cajuruense, pelo coração acolhedor e pela fé sempre vibrante. Aos leigos atuantes, pelo testemunho e apoio participante.  Ao Pe. Francisco, pela amizade, pelo espírito aberto, pelo seu testemunho sacerdotal. Ao Pe. Christian e a Mons. Bitar, pelas presenças nesta concelebração.
     Ao Sr. Dom José Belvino, que nos oferece, pela segunda vez, a possibilidade de viver e trabalhar nesta amada terra cajuruense. No término do seu ministério como Bispo diocesano, que o Senhor o abençôe a acompanhe, lhe conceda saúde, vida longa e feliz.
     Às autoridades civis, aqui representadas de modo especial na pessoa do Sr. Prefeito Geraldo César, agradecemos a colaboração que temos recebido.
     Enfim, para todos e para cada um, juntamente com seus entes queridos, pedimos a bênção e a graça do Senhor, pela intercessão de São José e da sempre bem-aventurada Virgem Santíssima. Nas mãos poderosas e amorosas do Senhor nos colocamos. Amém.

Colaboração: Padre José Raimundo

Comentários sobre o artigo.

    Nome: Ricardo Conrado
    data: 2011-10-13
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    Nome: Adriana Bechelane
    data: 2011-12-28
    Comentario: Adorei!o site esta de parabéns.

    Nome: Lílian Rabelo
    data: 2012-01-30
    Comentario: É com muita fé que veremos a Matriz Nossa Senhora do Libano prontinha e linda!!!

    Nome: Iago
    data: 2012-08-16
    Comentario: Deus obrigado,pois, posso presenciar cada passo dessa obra e que bênçãos sejam jorradas em cada coração de ouro que auxiliam nesta edificação da paróquia de Nossa Senhora do Líbano.

           

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